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O Sétimo Céu

O Sétimo Céu

Francisco Godinho - 07-07-2013

O Simbolismo do Sete

Helena Blavatsky - Junho de 1880

(traduzido por Francisco Godinho)
(Créditos e Gratidão à Autora)

O Sétimo Céu

O Sétimo Céu

Neste dia sete do sete, acordei com a 'veia poética', interrompi alguns trabalhos em curso a fim de priorizar este artigo, inspirado na localização do novo espaço sede dos Florais ZED, num sétimo andar, frente a um restaurante que tem por nome sétimo, ao qual atribuído nome 7ºzed...

Este artigo é composto por duas partes, sendo que numa delas é explicado o simbolismo do sete de acordo com a teosofia, pela pluma da própria Helena Blavatsky, e na seguinte, com base em algum material recolhido, teço considerações acerca da perspectiva dum Sétimo Céu e do peso que tem em várias religiões.




O Simbolismo do Sete


Helena Blavatsky - Junho de 1880

(traduzido e adaptado por Francisco Godinho)

O número Sete - Uma Chave Oculta para Entender o Ritmo da Vida


O título original deste texto é 'The Number Seven' e foi publicado pela primeira vez na revista 'The Theosophist', de Junho de 1880, quando esta revista era editada na Índia por Helena Blavatsky[i].



Em todas as nações da antiguidade com culturas próprias, bem como nas nações mais recentes, o número sete tem sido considerado sagrado. A origem astronómica deste número está confirmada sem lugar para dúvidas. O homem, sentindo desde tempos imemoriais que depende de forças celestes, sempre considerou que a Terra estava sujeita ao céu. Dessa forma, o maior e mais iluminado dos corpos celestes - o sol - tornou-se para ele o mais importante e mais elevado poder, com os planetas que toda a antiguidade contou como sendo sete, que, ao longo do tempo, se transformaram em sete divindades.

A crença no sapta loka (em sânscrito, as setes regiões mais elevadas, a partir da Terra) da religião bramânica permaneceu fiel à filosofia arcaica; mas (quem sabe?) essa própria ideia ter-se-á originado na Aryavarta (o nome antigo da Índia), este berço de todas as filosofias e fonte de todas as religiões subsequentes! Os egípcios tinham sete deuses originais e mais elevados; os fenícios tinham sete kabiris; os persas, sete cavalos sagrados de Mitra; os parsis, sete anjos opostos a sete demónios, e sete moradas celestes em paralelo com sete regiões inferiores. Para representar essa ideia mais claramente na sua forma concreta, os sete deuses eram frequentemente descritos como uma divindade com sete cabeças. Todo o céu estava sujeito aos sete planetas, razão pela qual, em quase todos os sistemas religiosos encontramos sete céus.

Se o dogma egípcio da metempsicose ou transmigração da alma ensinava que há sete estágios de purificação e de perfeição progressiva, também é verdade que os budistas colheram a sua ideia de sete estágios de desenvolvimento progressivo da alma desencarnada entre os arianos da Índia, o que é simbolizado pelos sete andares e guarda-chuvas, que gradualmente diminuíam à medida que ficavam mais próximos do topo dos seus templos.

No misterioso culto a Mitra havia sete portões, sete altares, sete mistérios. Os sacerdotes de muitas nações orientais eram subdivididos em sete graus, sete degraus levavam ao altar, e os templos eram iluminados por candelabros de sete velas e várias lojas maçónicas têm sete e catorze passos.

As sete esferas planetárias serviam de modelo para a divisão e organização nos Estados. A China era dividida em sete Províncias; a Pérsia antiga, em sete satrapias. De acordo com uma lenda árabe, sete anjos arrefecem o sol com gelo e neve, para que ele não queime a Terra reduzindo-a a cinzas e brasas. Sete mil anjos animam o sol e colocam-no todas as manhãs em movimento. Os dois rios mais velhos, o Ganges e o Nilo, têm, cada um, sete desembocaduras. O Oriente tinha na sua antiguidade sete rios principais (o Nilo, o Tigre, o Eufrates, o Oxus, o Yaksart, o Arax e o Indo), os sete tesouros famosos, as sete cidades cheias de ouro, as sete maravilhas do mundo, e muitíssimos outros exemplos poderíamos colher.

O número sete cumpria um papel igualmente importante na arquitectura dos templos e palácios. O famoso pagode de Churingham é rodeado por sete muros quadrados, pintados em sete cores diferentes, e no meio de cada muro há uma pirâmide de sete andares; assim como nos tempos antediluvianos o templo de Borsippa (agora Birs-Nimrud) tinha sete plataformas, que simbolizavam os sete círculos concêntricos das sete esferas, cada uma construída com peças de cerâmica e metal correspondentes à cor do planeta regente da esfera simbolizada.

Não só os cristãos antigos, mas também os cristãos modernos preservaram o número sete e de modo tão sagrado como sempre foi preservado e, na verdade, poderiam encontrar-se milhares de exemplos disso. Podemos começar pelo antigo círculo astronómico e religioso dos romanos pagãos, que dividiam a semana em sete dias e consideravam o sétimo dia como o mais sagrado, o Sol, o Domingo, ou Dia do Sol de Júpiter, para o qual todos os povos cristãos - especialmente os protestantes - fazem homenagens até aos dias de hoje. Se por acaso alguém disser que não é por causa dos romanos pagãos mas dos judeus monoteístas que temos o domingo, então por que não é o Sábado, o verdadeiro sabath, que é tido como dia santo, em lugar do domingo, o dia do Sol?

No Ramayana (famoso poema único hindu) são mencionados sete pátios nas residências dos reis hindus e, geralmente, sete portões levavam aos famosos templos e cidades de antigamente. Os habitantes de Friesland (região norte dos países Baixos, ou Holanda) aderiram no século 10 da era cristã estritamente ao número sete ao dividir as suas Províncias, e insistiam em pagar sete pfennigs (moeda antiga) de contribuição. O Império Sacro-Romano e cristão tem sete Kurfursts ou Eleitores. Os húngaros emigraram sob a liderança de sete duques e fundaram sete cidades, chamadas Semigradyá (naquela que é agora a Transilvânia). Lisboa, tal como a Roma pagão foi construída em sete colinas. Constantinopla tinha sete nomes (Bizâncio, Antonia, Nova Roma, cidade de Constantino, a Separadora das Partes do Mundo, o Tesouro do Islão, Istambul) e também era chamada 'a cidade das sete colinas', e é a cidade das sete torres. Com os muçulmanos, 'ela foi sitiada sete vezes e tomada depois de sete semanas pelo sétimo dos sultões Osman'.

De acordo com as ideias dos povos orientais, as sete esferas planetárias são representadas pelos sete anéis usados pelas mulheres em sete partes do corpo (na cabeça, no pescoço, nas mãos, nos pés, nas orelhas, no nariz, ao redor da cintura) e estes sete anéis ou círculos ainda hoje são oferecidos às suas noivas pelos candidatos orientais. A beleza da mulher consiste, segundo as canções persas, nos seus sete encantos.

Os sete planetas permanecem sempre à mesma distância entre si e giram no mesmo sentido. Destes factos surge a ideia da eterna harmonia do universo. Em função disso o número sete tornou-se especialmente sagrado para os antigos, e sempre preservou a sua importância entre os astrólogos. Os pitagóricos consideravam o algarismo sete como a imagem e o modelo da ordem e da harmonia divinas na natureza. Era o número que continha duas vezes o número sagrado três ou 'tríade', ao qual era somado o 'um' ou a Divina Mónada: 3 + 1 + 3.

Tal como a harmonia da natureza soa no teclado do espaço, entre os sete planetas, também a harmonia dos sons audíveis ocorre num plano menor com a escala musical dos sempre recorrentes sete tons. Daí os sete canudos na syrinx (flauta) do deus Pan (ou a Natureza) e a proporção gradualmente decrescente das suas formas, representando a Distância entre os planetas e entre o último deles e a Terra. Daí também a lira de sete cordas de Apolo (Apolo era uma divindade solar: sete logoi).

Consistindo numa união entre o número três (o símbolo da tríade divina para todos os povos, cristãos e pagãos) e o número quatro (símbolo das forças ou elementos cósmicos), o número sete aponta simbolicamente para a união da Divindade com o universo, tendo esta ideia pitagórica sido aplicada pelos cristãos, que usaram amplamente o número sete no simbolismo da sua arquitectura sagrada (especialmente durante a idade média). Assim, por exemplo, a famosa Catedral de colónia e a Igreja Dominicana em Regensburg mostram este número até nos menores detalhes arquitectónicos.

Este número místico não tem importância menor no mundo do intelecto e da filosofia. A Grécia tinha sete sítios, a idade média cristã tinha sete artes livres (gramática, retórica, dialética, aritmética, geometria, música, astronomia). O muçulmano Sheik-ul-Islam convoca sete ulems para todos os encontros importantes. Na idade média, um voto solene tinha que ser feito diante de sete testemunhas, e aquele que o assumia era aspergido sete vezes. As procissões ao redor dos templos eram feitas sete vezes, e os devotos tinham que ajoelhar-se sete vezes com sangue antes de pronunciar um voto. Os peregrinos muçulmanos daí a volta ao redor de Kaaba sete vezes, quando chegam. Os vasos sagrados eram feitos de ouro e prata purificados sete vezes. Os locais dos velhos tribunais alemães eram assinalados com sete árvores, sob as quais eram colocados sete Schoffers (juízes), que requeriam sete testemunhas. O criminoso era ameaçado com um castigo séptuplo, e era exigida uma purificação séptupla, assim como era prometida uma recompensa séptupla para o virtuoso. Todos sabemos da grande importância atribuída no Ocidente ao sétimo filho de um o sétimo filho. Todos os personagens médicos são geralmente descritos como tendo sete filhos. Na Alemanha, o rei, e posteriormente o imperador, não podia recusar-se a ser padrinho de um sétimo filho, ainda que fosse dum mendigo. No Ocidente, ao marcar o termo dum conflito ou ao assinar um tratado de paz, os governantes trocam sete, ou quarenta e nove (7 x 7) presentes.

Para tentar citar todas as coisas incluídas neste número místico, seria necessária uma biblioteca. não encerraremos citando apenas mais alguns factos da área do demoníaco. De acordo com as autoridades nesses assuntos, o antigo clero cristão, um contrato com o diabo tinha que ter sete parágrafos, tinha validade de sete anos e era assinado sete vezes. Todas as bebidas mágicas preparadas com ajuda do inimigo da humanidade consistiam em sete ervas.

Ganha aquele bilhete da lotaria que é retirado por uma criança de sete anos. As guerras lendárias duravam sete anos, sete meses e sete dias e os heróis combatentes são sete, setenta, setecentos, sete mil e setenta mil. Nos contos de fadas, as princesas permaneciam sete anos sob o efeito dum feitiço e as botas do famoso gato (o marquês de Carabas) eram de sete léguas. Os antigos dividiam o corpo humano em sete partes (a cabeça, o peito, o estômago, duas Mãos e dois pés) e a vida do homem era dividida em sete períodos.

Os dentes dum bebé começam a nascer aos sete meses; uma criança começa a sentar-se após catorze meses (2 x 7); começa a caminhar depois de vinte e um meses (3 x 7); começa a falar depois de vinte e oito meses (4 x 7); deixa de mamar no peito depois de trinta e cinco meses (5 x 7); aos catorze anos (2 x 7) começa finalmente a formar-se a si mesmo; aos vinte e um anos (3 x 7) ele deixa de crescer. A altura média do homem, antes que a humanidade degenerasse, era de sete pés e por essa razão surgiram as velhas leis ocidentais determinando que os muros dos jardins deviam ter sete pés de altura. Em Esparta e na antiga Pérsia a educação dos garotos começava aos sete anos. E nas religiões cristãs (entre os católicos romanos e os gregos) a criança não é considerada culpada por qualquer crime até aos sete anos de idade e esta é a idade indicada para que comece a confessar-se.

Se os hindus pensarem no seu Manu e no que os velhos Shastras (em sânscrito, tratados ou livros sobre assuntos divinos e sobre única) contém, encontrará , sem dúvida, a origem de todo este simbolismo. Em nenhum lugar o número sete exerceu um papel tão importante como entre os antigos Árias da Índia. Basta pensar nos sete sítios (Sapta Rishis); os Sapta Loka, os sete mundos; os Sapta Pura, as sete cidades sagradas; as Sapta Dvipa, as sete ilhas sagradas; os Sapta Samudra, os sete mares sagrados; as Sapta Parvatta, as sete montanhas sagradas; os Sapta Arania, os sete desertos; as Sapta Vriksha, as sete árvores sagradas; e assim por diante, para que se veja a probabilidade da hipótese. Os Árias nunca adoptavam nada de outra cultura, nem os brâmanes, que eram demasiado orgulhosos e exclusivistas para o fazer. De onde vem, então, o mistério e a sacralidade do número sete?

O Sétimo Céu

O Céu (ou Paraíso) é parte integrante dum conceito da vida após a morte que pode ser encontrado em muitas religiões ou filosofias espirituais e, aqueles que acreditam no Céu, geralmente consideram que ele (ou o Inferno) constitui o destino após a vida de muitos ou todos os seres humanos. Em circunstâncias insólitas, e de acordo com muitos testemunhos e tradições, alguns seres humanos tiveram conhecimento pessoal do Céu, presumindo eles que tal lhes ocorreu com o propósito de que ensinassem à restante humanidade preceitos acerca da vida, do Céu e de Deus.

A ideia da existência de Sete Céus, em vez de um só, é parte integrante das tradições judaica, cristã e islâmica, sendo estas Crenças antiquíssimas. Elas tiveram origem na civilização Sumária da Mesopotâmia, há mais de sete mil anos, civilização essa que é a raiz das culturas babilónica e caldeia. Estas, por sua vez, exerceram uma influência primordial no desenvolvimento da tradição angélica do próximo Oriente. Tanto os persas quanto os babilónios acreditavam que as suas divindades habitavam em diversos céus. Os persas concebiam o Sétimo Céu como a morada do Criador, onde este se encontrava sentado num trono enorme, branco, rodeado por querubins. Esta ideia subsiste no Judaísmo e no Cristianismo.

Algumas fontes, como Enoch, afirmam existirem mais de sete céus. Segundo Enoch, existem dez Céus (foi no décimo céu que Enoch teve a visão do rosto de Deus). Por outro lado, o Zohar fala de trezentos e noventa céus e setenta mil mundos. Além disso, existe uma lenda hebraica que garante que existem novecentos e cinquenta e cinco céus. No entanto, tanto as autoridades eclesiásticas judaicas como as cristão abraçaram o conceito mais modesto da existência de Sete Céus, cada um dos quais de uma imensidade prodigiosa.

Em várias religiões principais como o judaísmo, o islamismo e o hinduísmo, bem como noutras menos difundidas, tais como o hermetismo e o gnosticismo, existe a tradição de que o universo pode ser classificado em Sete Céus, Reinos ou Esferas. Segundo essa Crença, pensa-se que os Sete Céus estão suspensos sobre a Terra, uns por cima dos outros em esferas concêntricas. A concepção dos céus não é física, é espiritual, podendo ser concebidos como estados de consciência ou como outros planos de existência. Nas religiões abraâmicas (nomeadamente o judaísmo, o cristianismo e o islamismo) diz-se que o trono de Deus estão situado no Sétimo Céu.

Acredita-se hoje que os antigos astrólogos conseguiram identificar sete corpos celestes principais e que terão assumido que cada um deles estava contido e flutuava num espaço diferente dos restantes (um céu exclusivo para cada um destes: a Lua, Mercúrio, Vénus, o Sol, Marte, Júpiter e Saturno, em concordância com a astrologia árabe). Em referências bíblicas, o número sete representa simbolicamente a completude perfeita, como nos sete dias da semana, nos sete olhos e chifres do Cordeiro de Deus (no Apocalipse), na sétima geração de Adão (desde Lamech, que era inteiramente perverso, até Enoque, que acompanhou Deus).

De acordo com os ensinamentos judaicos contidos no Talmude, o universo é composto por sete céus: Vilon (וילון), ver Isaías 40:22; Raki'a (רקיע), ver Genesis 1:17; Shehaqim (שחקים), ver Salmos 78:23; Zebul (זבול), ver Isaías 63:15 e I Reis 8:13; Ma'on (מעון), ver Deuterério 26:15 e Salmos 42:9; Machon (מכון), ver I Reis 7:30, Deuterério 28:12; Araboth (ערבות), o Sétimo Céu, onde residem os Ofanins (ou Tronos na mitologia cristão e os Hayyoth (ou Serafins na mitologia cristão. A literatura Judaica Merkabah e Heichalot tem discutido detalhes destes céus, algumas vezes conectada às tradições relacionadas com Enoque, como o Terceiro Livro de Enoque.

No islamismo também são enumerados sete céus: Rafi' (رفیع), o mais baixo (السماء الدنیا); Qaydum (قیدوم); Marum (ماروم); Arfalun (أرفلون‏); Hay'oun (هيعون‏); Arous (عروس); Ajma' (عجماء), o Sétimo Céu, o mais elevado dos céus.

No hinduísmo consideram-se igualmente sete céus: Bhoor-Loka (भूर्लोक), que corresponde à Terra; Bhuvar-Loka (भुवर्लोक); Svar-Loka (स्वर्लोक); Mahar-Loka (महर्लोक); Jana-Loka (जनलोक); Tapa-Loka (तपलोक); Satya-Loka (सत्यलोक), também conhecido como Vaikuntha, o Sétimo Céu, onde reside Deus, Vishnu. Também são considerados sete níveis de submundos, conhecidos como Patalas (em sanscrito: पाताल): Atala (अतल), Vitala (वितल), Sutala (सुतल), Rasaatala (रसातल), Talataala (तलातल), Mahaatala (महातल), Patala (पाताल).

Como referi na entrada deste artigo, e como de resto, já foi aqui exposto, na cultura judaico-cristã em boa parte das Crenças muçulmanas e também os Persas e os Babilónios, assumia-se a existência de sete céus[ii], nos quais habitavam as suas deidades. Os persas em particular concebiam o Sétimo Céu como a morada do Criador que ficava ali sentado num imenso trono branco cercado de Querubins. Dizem, resumidamente, que os sete céus estão suspensos sobre a terra, um sobre o outro, em esferas concêntricas e a sua constituição não é física mas sim espiritual, e podem ser concebidos como estados de consciência ou como outros planos de existência. Vamos então concluir este estudo dando uma olhada sumária à distribuição desses sete referidos céus:

1º Céu - É o mais baixo da hierarquia e é como que uma espécie de cortina que oculta os planetas e as estrelas durante o dia. Durante a noite os anjos 'puxam' as cortinas para revelar a imensidão do universo e o primeiro céu. Neste conceito, o ser humano somente pode perceber parte do primeiro céu e do universo, uma vez que este oculta os outros seis céus. O seu nome em hebraico é Shamain, ou Ylon, e o seu príncipe regente é Sidriel. Mas outras autoridades acreditam que este céu é regido por Gabriel e que é aqui que se encontram todas as estrelas e que cada uma delas possui o seu anjo guardião. Este primeiro céu foi a morada de Adão e Eva e foi onde Enoque viu os 200 anjos que regem as estrelas. No Apocalipse de São Paulo esta região é chamada a terra prometida e é descrita como: 'Agora, cada árvore produz doze colheitas por ano e tem diversas e variadas frutas e eu vi naquele lugar toda a obra de Deus e vi lá palmeiras de vinte côvados e outras de dez côvados, e a terra era sete vezes mais brilhante do que a prata.' Os habitantes deste mundo são descendentes de Adão, onde se diz que andava aborrecido e triste, mas pouco se sabe sobre ele.

2º Céu - O seu nome em hebraico é Rakia e o seu príncipe regente é Barachiel. Outras autoridades dizem que este céu é regido por Rafael e Zarakiel. De acordo com a tradição muçulmana é aqui que se encontra Jesus e São João Batista. De acordo com a tradição Judia, o segundo céu é onde estão aprisionados os anjos caídos que pecaram contra o criador. várias moradas dos anjos escuros encontram-se noutros céus em áreas especialmente separadas para eles. Numa área separada deste céu também estão presos os anjos que tiveram relações proibidas com as mulheres e dizem que são açoitados diariamente por esse pecado.

3º Céu - O seu nome em hebraico é Shehakim e o seu príncipe regente, para alguns autores é Baradiele e para outros é Anael, e é no terceiro céu que os anjos guardam e produzem grandes quantidades de Maná que é o alimento celestial que Deus enviou aos judeus durante a travessia pelo deserto. O Maná é também o sustento das almas santificadas. Nas regiões norte deste céu encontra-se o inferno (esta área está repleta de monstros de aparências horríveis) e um dos comentários rabínicos sobre o salmo 90 diz-nos que o paraíso está à direita de Deus e o inferno à sua esquerda. Segundo o patriarca Enoque, o paraíso com a árvore da vida encontra-se no terceiro céu e, quando Deus visita este céu, senta-se debaixo da sombra da árvore para descansar. Entre os príncipes regentes do paraíso estão Miguel, Gabriel, Zotchiel, Zefon, Jorriél e Azarael, que é um dos anjos da morte.

4º Céu - O seu nome em hebraico é Mashonon, Machanon, ou Machen e os seus príncipes regentes são Zahakiel e Miguel. O quarto céu 'é o local da Jerusalém celeste, o templo sagrado e o seu altar' (Godwin, p. 122). É aqui que, de acordo com Enoch, que na verdade se encontra o Jardim do Éden, não no terceiro céu. Diz-se ser a casa na cidade de Cristo e é a sede natural dos anjos. O Apocalipse de são Paulo descreve-o como: 'Era de ouro, rodeado por 12 muros e houve lá 12 paredes internas. Havia 12 portões de grande beleza no perímetro da cidade e quatro rios o cercavam. Havia um rio de mel e um rio de leite e um rio de vinho e um rio de óleo.'. Este mundo tem dois sóis e é muito árido. As suas cidades são ricas e maravilhosas, mas os moradores estão sempre à procura duma fonte de água subterrânea, pelo que se diz que essas pessoas têm como característica serem justas e estão cheias de fé espiritual.

5º Céu - O seu nome em hebraico é Matehi e o seu príncipe regente é Zadkiel, ou Zandalfon, que, segundo a cabala rege a Terra e é mundialmente conhecido como 'o Anjo das Lágrimas'. Numa área separada deste céu encontram-se outros anjos caídos, entre eles os grigóries ou guardiães das torres. Os oatalies estão na região do norte e, de acordo com a lenda, vários dos grigórie, juntamente com o seu regente Salamiel, foram castigados por terem renegado o criador. No 5º céu também se encontra o anjo da vingança e é no quinto céu que os coros angelicais cantam à noite a glória do senhor.

6º Céu - O seu nome em hebraico é Zebuth e o seu príncipe regente é Gabriel e Zadkiel. É neste céu que se guardam todos os infortúnios da humanidade, tais como furacões, pragas, terramotos e outros fenómenos da natureza reconhecidos como tendo origem divina. É neste céu a que habita o anjo guardião do céu e da terra, o qual é formado por neve e por fogo, segundo os muçulmanos.

7º Céu - O seu nome em hebraico é Araboth e o seu príncipe regente é Miguel. Outras autoridades dizem que é regido por Cassiel. No Sétimo Céu encontra-se a morada de Deus e dos Espíritos dos seres humanos que ainda não nasceram, é a morada dos querubins e das potências e do anjo Zaquiel, príncipe da lei divina. O Sétimo Céu é o mais santo dos santos do céu. Araboth é regido pelo Arcanjo Cassiel e é a casa de Deus e o seu Divino Trono é também a morada das almas humanas que aguardam por nascer. é também o lar do maior número de ordens de anjos - Serafins, Querubins e Tronos. É no 7º céu, que Isaías tem uma visão de Deus e do Cristo e 'ouve das alturas ser ditada a maioria do seu programa (Cristos manifestação terrena) e retorno.' A Terra deste Sétimo Céu é um mundo com uma forma muito parecida com a da Terra, tendo colinas, montanhas, vales e planícies. Aqui jazem 365 tipos diferentes de criaturas bizarras. Essas criaturas variam entre terem duas cabeças e terem vários corpos, mas são consideradas justas, sendo consideradas bastante superiores e têm vida aquática, Além de que têm a capacidade única de prolongar a vida ou trazer os mortos de volta à vida.

Fontes bibliográficas principais:
MELVILLE, Francis - The Book of Angels. 1ª edição, New York, USA: Barron's Educational Series, 2001. ISBN-10: 0764154036. ISBN-13: 978-0764154034. (O Livro dos Anjos. Lisboa: Dinalivro, 2004. ISBN: 9789725762707.).
GONZÁLEZ-WIPPLER, Migene - Angelorum: el libro de los ângeles. 1ª edição, Woodbury, USA: Llewellyn Espanol, 1999. ISBN-10: 1567183956. ISBN-13: 978-1567183955. (O Grande Livro Dos Anjos. Rio de Mouros: Livros de Vida Editores, 2000. ISBN: 9789727600687.).

[i]               Elena Petrovna Blavatskaya (em russo Елена Петровна Блаватская), nasceu em Ekaterinoslav, no Império Russo, actualmente na Ucrânia, a 12 de Agosto de 1831 no Calendário gregoriano (ou seja, a 30 ou 31 de Julho de 1831 no antigo calendário juliano) e faleceu em Londres, a 8 de Maio de 1891. Mais conhecida como Helena Blavatsky ou Madame Blavatsky, foi uma prolífica escritora, filósofa e teóloga da Rússia, responsável pela sistematização da moderna Teosofia e co-fundadora da Sociedade Teosófica (a Sociedade Teosófica (S.T.) surgiu a partir de uma primeira reunião em 7 de Setembro de 1875, na cidade de Nova Iorque, e teve a sua primeira acta lavrada no dia seguinte, tendo como principais fundadores Helena Blavatsky, o coronel Henry Olcott, indicado como seu primeiro presidente, e William Judge, primeiro secretário, num total de 16 membros fundadores. O discurso inaugural foi realizado pelo Presidente fundador Olcott em 17 de Novembro de 1875, data que é considerada oficial da fundação da S.T.).

[ii]              Outras autoridades, como Enoque, dizem-nos que existem mais que 7 céus. Segundo Enoque, que visitou as mansões celestiais numa visão apocalíptica, existem 10 céus. Existe uma lenda hebraica que assegura que existem 955 céus (é um não mais acabar de céus)...


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