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Porque está sujeita a cancro na mama?

Porque está sujeita a cancro na mama?

Francisco Godinho
28-05-2019

Porque está sujeita a cancro na mama?

Porque está sujeita a cancro na mama?

Nesta última década aumentou em 80% a incidência do cancro na mama. Actualmente, em todo o mundo, o cancro na mama representa cerca de 30% de todos os cancros diagnosticados, ocorrendo 3% deles em homens.
Não é novidade que o corpo e a mente formam uma unidade e dependem um do outro para manter a saúde, tanto física como emocional e há diversas evidências do impacto das emoções no desenvolvimento da doença.
Finalmente, a biologia e a medicina parecem estar a acordar para o papel que os estados emocionais das pessoas têm na incidência das doenças, e o mundo académico começa agora a dar-se conta da importância que o psiquismo assume tanto nesta doença como nas enfermidades em geral.
A psiconeuroimunologia, uma nova ciência multidisciplinar responsável pelo estudo das relações entre as emoções, o sistema nervoso e as funções orgânicas, tem vindo a demonstrar que somos seres integrados, cujos pensamentos e emoções influenciam a química, as hormonas e o funcionamento do nosso sistema imunológico.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular mostrou que 54% das mulheres com histórico de cancro na mama, apontavam factores emocionais como a tristeza, a mágoa e o rancor como causas para a doença. Outros estudos evidenciaram que o surgimento do cancro na mama tem uma relação directa com conflitos de morte, divórcio, a separação de filhos ou de parentes, etc., sendo o stress outro factor de grande importância, por um lado pela sua influência no surgimento do cancro, e por outro como agravante no processo cancerígeno, devidas à produção intensiva de cortisol, hormona que em excesso enfraquece o sistema imunológico, o que provoca uma desorganização nas células e contribui para o desenvolvimento do cancro.

Qual o papel do conflito emocional no cancro na mama?

Iremos aqui procurar entender o conflito emocional na incidência do cancro na mama.
Antes de mais, este é um assunto exclusivo da mulher no seu papel de mãe. Se há homens diagnosticados, tal tem seguramente a ver com a actual mudança de papéis entre os homens e as mulheres.
De acordo com vários autores, há uma alta incidência desta enfermidade em Israel e na Palestina, devido ao conflito permanente nesta zona do mundo, que se traduz num sentimento de perigo e de drama no ninho.
Nos Estados Unidos descobriu-se que as mulheres que tiveram cancro de mama, se depois disso tiveram oportunidade de dar de mamar, reduziram em 60% a chance de reincidência.
Em todo o mundo, a partir das observações da relação causa-efeito, quando terminam os processos de divórcio, um grande número de mulheres contrai cancro na mama.
A mulher possui mamas, não tanto para si, mas sobretudo para os filhos e para o homem, pois destes órgãos depende a preservação do ninho, quer literal, quer simbolicamente. Dessa forma, qualquer conflito que envolva a segurança do ninho, se reflectirá quase sempre na mama oposta à mão com que escreve.
Biologicamente, não apenas na espécie humana, mas em todos os animais mamíferos, a natureza possui como solução para qualquer conflito no ninho, que passa por aumentar a quantidade e a qualidade do leite produzido, para, dessa forma, garantir mais saúde e resistência à ninhada. Isso obtém-se através duma adaptação que passa pelo aumento da quantidade de tecido da mama.
Dessa forma, no corpo da mulher, seja ela mãe efectiva ou em potencial, é automaticamente despoletada uma adaptação tendente a criar mais mama cada vez que a sua mente tem a percepção de que o ninho está em risco, ocorrendo todo o processo numa escala directamente proporcional ao nível das emoções envolvidas no conflito.
Para percebermos melhor esta dinâmica, socorramo-nos dum exemplo concreto no qual uma mãe caminha com o filho pela mão, mas, subitamente, ele solta-se dela e corre para a estrada, para o meio do trânsito, e é atropelado.

Nesse preciso momento, e apenas numa fracção do segundo, quando olha para o filho ferido, é despoletado nela o programa de adaptação biológico que tem por objectivo solucionar o conflito criado com a desprotecção do ninho. Ou seja, o dramatismo do evento gera um choque emocional que tem como resposta biológica a solução mais aparente, que é aumentar a mama para nutrir mais eficazmente a cria na fase de convalescença.
É este elo mãe-filho, movido pela preocupação intensa, que despoleta imediatamente a produção de leite extra, incrementando o número de células das glândulas mamárias e, mesmo que esta mãe não esteja a amamentar, o evento acciona esta resposta, de forma idêntica à que ocorre há milhões de anos, uma vez que este acontecimento corresponde exactamente ao significado biológico do que se está a passar.

Como funciona este mecanismo?

Sabemos que a nossa mente está permanentemente conectada com o nosso corpo, através de conteúdos internos, na sua grande maioria, inconscientes. Daí, surgem algumas doenças como sinal de que algo não vai bem na conexão entre o corpo e a mente, pois a doença é um sinal, um alerta, de que precisamos mudar alguma coisa no roteiro da nossa vida.
Reportando-nos ao exemplo apontado, durante todo o tempo em que o filho acidentado permanecer no hospital, a mãe assume emocionalmente que ele se encontra em risco de vida e permanece na fase activa do conflito, o que origina uma resposta biológica que passa pela multiplicação das células mamárias, produzindo o tumor.
Quando finalmente a criança estiver fora de perigo, o cérebro entende que já não há necessidade de produzir células extras nas glândulas mamárias e, imediatamente, o tumor deixa de se desenvolver, passando as células que tinham anteriormente sido criadas a ser supérfluas e é dado início ao processo de cura, com a degradação dessas células.
O processo de cura (desaparecimento do tumor) é concluído e tudo volta ao normal, desde que não se verifique qualquer sobressalto emocional que interrompa esta derradeira fase de reparação. Porém, caso se verifique a activação de novos estímulos de falta de protecção, serão originadas recidivas tanto mais críticas quanto o for a gravidade e a frequência dos estímulos.
E o que poderá ser um estímulo que induza falta de segurança no ninho? Algo como um marido ausente, uma situação de traição, uma separação inesperada, uma morte...
E como sair disto? Se a mulher conseguir tomar consciência da situação dramática em que vive e mudar a perspectiva em relação ao meio ambiente e principalmente em relação à forma de ver e perceber a vida, tem todos os trunfos para se curar completamente. Claro que é preferível tomar medidas preventivas e iniciar o processo de cura emocional como forma de impedir que o organismo principie a produção do tumor.
Como assim? Ao nosso cérebro não importam a circunstâncias, mas sim a forma como são por ele percepcionadas. Ainda que qualquer cura seja sempre uma autocura e dependa sempre de cada pessoa, podemos fazer o acompanhamento multidisciplinar de situações desta natureza, ajudando-a a fluir para um estado mental que lhe permita libertar-se daquilo que a apoquenta mentalmente, emocionalmente e fisicamente.
O que fazer então? A primeira acção a empreender é mudar a atitude perante a vida, ser mais optimista, adoptar um estilo de vida saudável, gerir o stress, encontrar o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, conviver, viajar, praticar uma actividade de lazer que dê mesmo prazer, mas sobretudo, perdoar mais e julgar menos e praticar diariamente pensamentos positivos.
Deixo aqui algumas dicas que permitem lidar melhor com as emoções: viva de acordo com o que quer; aprenda a dizer não; seja mais flexível; reserve algum tempo só para si; expresse os sentimentos, sem guardar mágoas ou rancores; lide com os problemas de forma mais optimista; defina metas e cumpra-as; privilegie o autoconhecimento.
 


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